quinta-feira, 26 de junho de 2014

Pais, os primeiros catequistas

Pais, os primeiros catequistas


Os primeiros catequistas são os pais. Os pais são os educadores naturais e os filhos deveriam aprender a conhecer a Deus no colo dos pais. Será difícil levar alguém para Deus se isso não for feito, em primeiro lugar, pelos pais. A melhor maneira de educar, também na fé, é pelo exemplo. Se os pais rezam, os filhos aprender a rezar; se os pais vivem conforme a lei de Deus, os filhos também vão viver assim, e isso se desdobra em outros exemplos. Os genitores precisam rezar com os filhos desde pequenos, cultivar em casa um lar católico, com imagens de santos, o crucifixo nas paredes, etc.; tudo isso vai educando os filhos na fé. 

Cabe aos pais educarem suas crianças, incutindo-lhes o amor incondicional a Deus, pois são eles os grandes responsáveis também pela educação espiritual de seus filhos e por tal serão cobrados. Deus deu aos pais a missão de formarem uma verdadeira família cristã e eles não devem delegar ou se omitir de tão sublime compromisso.

"Ensina à criança o caminho que ela deve seguir; mesmo quando envelhecer, dele não se há de afastar."( Provérbio 22,6)

Peçamos a Deus para que todos os pais e mães se conscientizem de que seus filhos são bênçãos em suas vidas e para que recebam cada criança desde o dia da sua concepção com muita alegria e fé, confiando na intercessão da virgem Maria para que Ela os acompanhem na difícil porém sublime tarefa que é a paternidade e a maternidade.

Face de Cristo - resplandecei em nós!

Emília Briand


terça-feira, 10 de junho de 2014

Dia dos namorados

Dia dos namorados

Todo dia é dia para dizer "Eu te amo". Mas há um dia no ano que tem como tradição ser comemorado o dia dos namorados. No Brasil essa comemoração é feita no dia 12 de junho. Mas em grande parte do mundo a data escolhida é 14 de fevereiro, dia de São Valentim, um santo devoto da ideia do amor. No Brasil é comemorado às vésperas do dia de Santo Antônio, "o santo casamenteiro". O 12 de junho tornou-se uma data especial para os casais apaixonados, com direito a troca de presentes, cartões, bilhetes, flores, bombons, e uma infinidade de maneiras diferentes de dizer: "Eu te amo".
Muita gente reluta em adotar a data alegando que se trata de uma jogada comercial, no que não deixam de ter razão, mas, o que importa mesmo é a intenção e não há como negar que a vida fica mais doce e florida com esse toque de carinho dado de maneira especial nesse dia. Não percamos essa oportunidade!
O dia a dia repleto de preocupações, pequenos conflitos, desgastes que enche nossa memória recente de más recordações, contamina a relação do casal e tira o brilho de uma rotina que poderia ser muito mais prazerosa e criativa. O "sentir-se enamorado" é um sentimento que nasce espontaneamente da emoção, mas o "manter-se enamorado" é um sentimento que nasce da vontade.

Amar é querer. É esforçar-se para "manter-se enamorado". Qualquer que seja a idade do matrimônio, não devemos nunca deixar de criar momentos para demonstrar o nosso carinho, como: mandar mensagens carinhosas entre si, elogiar-se, sair para jantar a dois, ir ao cinema, e fazer outras coisas assim, é de fundamental importância para preservar o amor. Isso tudo traduz-se em querer amar!
O amor não pode parar. É preciso ser alimentado continuamente. O amor não vive de renda.

Peçamos a Deus nesse dia dos namorados fazermos o propósito de namorar sempre!
Não percamos a oportunidade de nesse dia exclusivamente reservado para o casal, dizer de maneira especial: "eu te amo!".
Peçamos a Intercessão de Nossa Senhora para que Ela peça para seu Filho enviar o vinho novo para abastecer de muito amor e cuidado o nosso relacionamento.
Que nesse dia possamos demonstrar com delicadeza e docilidade todo o carinho que sentimos pelos nossos "eterno(a)s namorado(a)s" e que esse ato de afeição se perpetue durante todos os dias do ano, tornando a nossa união a imagem do amor divino refletida em nós.

Face de Cristo – resplandecei em nós!



Emília Briand.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Ruah, um sopro que traz a vida!

Ruah, um sopro que traz a vida!


Foi Jesus que nos revelou o Espírito Santo. No cenáculo, Jesus pregou longamente aos seus discípulos sobre a Pessoa do Espírito Santo. Jesus prometeu que O enviaria.

"E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja sempre convosco, o Espírito da verdade. Não vos deixarei órfãos. Voltarei a vós."( Jo 14, 16-18)

Quando nos fala do divino Espírito Santo, Jesus nos apresenta como nosso advogado (Paráclito), palavra grega que significa Aquele que assenta ao lado.
O termo "Espírito" é tradução do termo hebraico Ruah, que na sua primeira acepção significa sopro, ar, vento.

Jesus nos alerta severamente sobre a" blasfêmia contra o Espírito Santo", porque este pecado consiste em fechar-se a ação de Deus em nós. Ao fazer isso ficamos desamparados, sem ninguém para nos defender do mal.

"O Espírito Santo é nosso amigo e companheiro de caminho e nos indica onde está Jesus. Peçamos a graça de termos familiaridade com o Espírito Santo, pois Ele é uma presença divina que nos ajuda a seguir avante em nossa vida de cristão."( papa Francisco ).


Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundofazei cres­cer em nós os frutos do Espírito Santo. 

Espírito Santo! Descei sobre nós e iluminai-nos
Vinde, Espírito Santo! Vinde, Espírito Santo!



sábado, 7 de junho de 2014

Propagadores da Boa Nova

Propagadores da Boa Nova

Muitos são os cristãos praticantes que entendem a sua fé apenas como uma "obrigação", como um conjunto de crenças que se "deve" aceitar e obedecer sem conhecer seu conteúdo nem saber a importância real que ela pode ter em suas vidas; tratam sua religião apenas como um código de leis que se "deve" seguir, mesmo sem entender muito o porquê ; acabam cumprindo algumas práticas religiosas  de maneira rotineira. Esta forma de entender e viver a fé produz um tipo de cristão entediado, sem desejo de Deus e sem paixão alguma para transmitir a sua fé. Basta a estes apenas "cumprir" uma religião sem atrativo algum. Assim a religião transforma-se num peso difícil de suportar; e não produz nenhuma alegria.  "Onde falta desejo de encontrar-se com Deus, ali não há crentes, mas pobres caricaturas de pessoas que se dirigem a Deus por medo ou por interesse."
É de grande importância entender que a fé é um percurso fantástico,  resplandecente, e esclarecedor. E num percurso há de tudo: caminhada prazerosa, momentos de busca e provas que serão preciso superar. Retrocessos, decisões inevitáveis, dúvidas, interrogações, tudo isso faz parte do caminho. Cada um precisa fazer seu próprio percurso. Cada um é responsável pela "aventura" de sua vida. Cada um tem seu próprio ritmo. Não se deve forçar nada. O importante é "caminhar", não deter-se, ouvir o chamado feito a nós por Jesus para viver de maneira mais digna, feliz e verdadeira.
Deus não nos deixou sozinho. Ele enviou seu Filho Jesus que deseja construir junto conosco uma vida nova. Precisamos nos converter para aprender a viver esta Boa Notícia. Jesus é o curador da nossa vida. Somente Ele pode nos libertar das nossas amarras, servidões e pecados que paralisam nossa existência. Ele quer colocar "vinho novo em odres novos". De muitos modos, aos poucos, começamos a escutar e sentir o chamado profético de Jesus para purificar nossa maneira de viver e então passamos a entender a nossa religião, e passamos a ser verdadeiros discípulos de Jesus e propagadores da boa nova com amor e alegria.
Que hoje possamos dizer; “Senhor aqui estou, faça morada em mim e me ajude a ver e perceber as graças que me concede através da minha religião.”

Face de Cristo- resplandecei em nós!
Emília Briand




Não tenham medo da vida

Não tenham medo da vida

Disse São João Paulo II: “Não tenham medo da vida.”

“A tarefa  fundamental da família é o serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem. Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena doação recíproca dos esposos” (Familiaris Consortio, 28).

 Li de um jornalista e pai alguns questionamentos que gostaria de compartilhar com vocês. Para nós, defensores da cultura da vida, nos preocupa observar a postura de certos casais diante da realidade dos filhos, nos é salutar fazer algumas perguntas: Por que alguns casais estão convencidos de que os filhos são verdadeiros estraga prazeres da vida conjugal? De onde vem esta mentalidade de que os filhos diminuem a qualidade de vida do casal? Por que existe tanto espaço para a cultura materialista que só consegue enxergar os filhos como potenciais consumidores e devoradores de salário? Por que alguns pais querem dar aos filhos um padrão de vida que não possuem como se isso fosse a fórmula do sucesso pessoal e familiar? Por que as pessoas tem tanto pavor do trabalho que as crianças dão em casa, enquanto se matam no trabalho para cumprir metas e conseguir promoções? Por que o cansaço e as exigências com a educação dos filhos são tão rejeitados? Por que as mulheres valorizam tanto o trabalho fora de casa como se educar um filho em casa não fosse um serviço tão ou mais nobre à sociedade quanto qualquer outro trabalho?

Talvez não consigamos encontrar todas as respostas para esses questionamentos, mas pude tecer algumas reflexões ao tentar respondê-los.
Cresce cada vez mais nos países ditos desenvolvidos as taxas de casais que não querem mais ter filhos. Os conceitos estão mudando. Hoje vivemos numa sociedade guiada por uma mentalidade contra a vida. Talvez a questão financeira seja uma parte do problema. Mesmo porque a pressão social em oferecer escolas particulares, cursos extras está aumentando cada vez mais, antigamente era possível receber um ensino com qualidade em escola publica e ninguém ficava para trás caso não fizesse inglês, francês, ballet, etc. Animais de estimação, viagens e compras podem aparecer como substitutos para casais que não querem ter filhos. Além disso hoje se passa uma mentalidade que um filho traz muita limitação em termos de possibilidade de passeios, espaço em casa, despesas, preocupações com saúde, escola, educação, etc. Não ter todo este peso nas costas libera muito tempo e dinheiro para muita atividade social. A palavra "despreocupado" não faz parte do vocabulário de quem tem filhos. Vivemos numa cultura materialista e egoísta, onde muitos casais se fecham para a vida por medo de ter que educar , ter trabalho e perder a "liberdade" de fazer muitas coisas que consideram prazerosas.
Só sabe educar quem decide amar. Educar é penoso e muitas vezes mostra mais os limites dos pais do que as capacidades dos filhos. Mas não devemos fugir desta responsabilidade sadia, devemos abraça-la com mais dedicação justamente por sabermos disso. Deus não nos deu o dom da vida para ser retido e Ele quer que nós estejamos abertos para vida.

“Os filhos são o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os próprios pais” (§ 2378).

“O amor conjugal deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (GS, 50; HV, 11; FC, 29).

Face de Cristo- resplandecei em nós!

Emília Briand



Nossos Filhos merecem nosso amor.

Nossos Filhos merecem nosso amor.


Ser pai e mãe é uma missão intransferível. É uma obrigação dos pais atender às necessidades de seus filhos. Por isso, é preciso pensar muito antes de assumir essa sublime tarefa que nos foi dada por Deus.

Quem tem filhos tem responsabilidades sobre uma vida. Essa vida precisa de respostas. Só há um jeito de aprender a ser pai e mãe: convivendo com seus filhos.
Nossos filhos merecem qualidade e quantidade do nosso tempo. São dignos dos nossos cuidados, da nossa atenção e do nosso carinho. Eles têm direito a nossa presença no seu dia a dia, merecem o nosso sim e o nosso não nos momentos marcantes das suas vidas. Isso fará deles homens e mulheres saudáveis no futuro.

Filhos não vêm com um manual de instrução. Cada filho é uma pessoa única. Não há soluções rápidas e fáceis, não adianta procurar receitas para administrar esse papel tão especial que nos foi dado. São eles mesmos, nossos filhos, que nos ensinarão a sermos pais.

Querer que um pediatra, um professor, um psicólogo, a internet, uma babá, os avós ou a Escola se encarreguem dos nossos filhos é no mínimo buscar uma solução fácil. Pais que procuram esse tipo de solução para educar seus filhos mostram que estão com dificuldades de assumir o papel intransferível que lhes foi dado e criam vários problemas. Os filhos nunca são "o problema". Os grandes problemas (vício em drogas, alcoolismo, violência juvenil, acidentes de carro, obesidade infantil, déficit de atenção, entre outros) não estão na maioria das vezes nos filhos, mas na maneira como os pais vivem com seus filhos.

 As crianças precisam dos seus pais para crescerem, se desenvolverem, serem alimentadas, guiadas, receberem valores importantes e sobretudo para serem protegidas e amadas.

Os pais que amam verdadeiramente vão além das meras palavras, mas demonstram seu amor dia após dia, com responsabilidade, coerência e atitude.

Peçamos a Deus que nossas crianças e adolescentes não sejam órfãos de pais vivos.

 Face de Cristo - resplandecei em nós

Emília Briand