Não tenham medo da vida
Disse São João Paulo II: “Não
tenham medo da vida.”
“A tarefa fundamental
da família é o
serviço à vida. É realizar, através da história, a bênção originária do
Criador, transmitindo a imagem divina pela geração de homem a homem.
Fecundidade é o fruto e o sinal do amor conjugal, o testemunho vivo da plena
doação recíproca dos esposos” (Familiaris Consortio, 28).
Li de um jornalista e pai
alguns questionamentos que gostaria de compartilhar com vocês. Para nós,
defensores da cultura da vida, nos preocupa observar a postura de certos
casais diante da realidade dos filhos, nos é salutar fazer algumas perguntas:
Por que alguns casais estão convencidos de que os filhos são verdadeiros
estraga prazeres da vida conjugal? De onde vem esta mentalidade de que os
filhos diminuem a qualidade de vida do casal? Por que existe tanto espaço para
a cultura materialista que só consegue enxergar os filhos como potenciais
consumidores e devoradores de salário? Por que alguns pais querem dar aos
filhos um padrão de vida que não possuem como se isso fosse a fórmula do
sucesso pessoal e familiar? Por que as pessoas tem tanto pavor do trabalho que
as crianças dão em casa, enquanto se matam no trabalho para cumprir metas e
conseguir promoções? Por que o cansaço e as exigências com a educação dos
filhos são tão rejeitados? Por que as mulheres valorizam tanto o trabalho fora
de casa como se educar um filho em casa não fosse um serviço tão ou mais nobre
à sociedade quanto qualquer outro trabalho?
Talvez não consigamos encontrar
todas as respostas para esses questionamentos, mas pude tecer algumas reflexões
ao tentar respondê-los.
Cresce cada vez mais nos países
ditos desenvolvidos as taxas de casais que não querem mais ter filhos. Os
conceitos estão mudando. Hoje vivemos numa sociedade guiada
por uma mentalidade contra a vida. Talvez a
questão financeira seja uma parte do problema. Mesmo porque a pressão
social em oferecer escolas particulares, cursos extras está aumentando cada vez
mais, antigamente era possível receber um ensino com qualidade em escola
publica e ninguém ficava para trás caso não fizesse inglês, francês, ballet, etc. Animais de estimação, viagens e
compras podem aparecer como substitutos para casais que não querem ter filhos. Além
disso hoje se passa uma mentalidade que um filho traz muita limitação em termos
de possibilidade de passeios, espaço em casa, despesas, preocupações com saúde,
escola, educação, etc. Não ter todo este peso nas costas libera muito tempo e
dinheiro para muita atividade social. A palavra "despreocupado"
não faz parte do vocabulário de quem tem filhos. Vivemos numa cultura
materialista e egoísta, onde muitos casais se fecham para a vida por medo de
ter que educar , ter trabalho e perder a "liberdade" de fazer muitas
coisas que consideram prazerosas.
Só sabe educar quem decide amar. Educar
é penoso e muitas vezes mostra mais os limites dos pais do que as capacidades
dos filhos. Mas não devemos fugir desta responsabilidade sadia, devemos
abraça-la com mais dedicação justamente por sabermos disso. Deus não nos deu o
dom da vida para ser retido e Ele quer que nós estejamos abertos para vida.
“Os filhos são
o dom mais excelente do Matrimônio e constituem um benefício máximo para os
próprios pais” (§ 2378).
“O amor conjugal
deve ser plenamente humano, exclusivo e aberto à nova vida” (GS, 50; HV, 11;
FC, 29).
Face de Cristo- resplandecei em
nós!
Emília Briand
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