A nossa transfiguração necessariamente passa
pela experiência com Cristo.
A máxima meta
cristã é imitar Jesus. Cristo convida a todos nós para subir "a montanha" e rezar,
isto é, a se afastar do barulho do mundo, a deixar de lado as distrações, e no
silêncio do recolhimento rezar com maior perfeição e fervor. Nosso Senhor se transfigurou enquanto rezava e você também é convidado
por Cristo a rezar no recolhimento da solidão ,
com devoção e respeito e se transfigurar com Ele. A oração enche de luz a nossas
mentes e as nossas ações. Jesus que esteve com aqueles três privilegiados no
monte Tabor é o mesmo que está no meio de nós hoje. É a luz eterna que
resplandece para nós o rosto de Deus. Nós ficamos transfigurados quando nos convertemos, quando nos
voltamos pra Deus, quando temos uma experiência com Jesus. Extasiamo-nos diante
de Sua beleza, a ponto de nossa alma tornar-se resplandecente. Só Jesus irradia a luz verdadeira que irá iluminar os caminhos que
traçaremos durante a nossa jornada aqui na terra. Somos missionários da transfiguração. Por um instante, o ser racional como que toca o Infinito e se inebria na luminosidade celeste. Foi o que aconteceu com Pedro que não mais queria descer do Tabor. Depois compreenderá que ele, Tiago e João deveriam testemunhar a divindade de Jesus. Os apóstolos viram a glória de Jesus e se extasiaram com aquela visão. Cristo também nos convida a essa experiência com Ele no monte Tabor. Transfigurado em Cristo, o discípulo deve oferecer ao mundo um pouco do esplendor do Mestre divino através de seus atos e do seu exemplo. Cumpre ser como Jesus um libertador e um profeta. Há, contudo uma condição que é a adesão integral de todo o nosso ser a Cristo.
A espiritualidade cristã tem como
característica o dever do discípulo configurar-se a Cristo, somente assim
podemos transformar nossa identidade e nossos critérios e mudar nossa maneira
de ver o mundo.Com a presença dele radiante,forte e iluminada em nós, podemos resplandecer
a Sua face para os outros. A nossa comunhão com Cristo deve ser tão
íntima, que a nossa personalidade possa reproduzir em nossa vontade a vontade
Dele. Ele é o modelo que deve ser seguido pelos cristãos.
Emília Briand
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