sábado, 30 de agosto de 2014

Com o coração longe de Deus

Com o coração longe de Deus

Embora se fale muito em secularização e da perda da fé, as pessoas continuam sendo em geral bastante religiosas. Certamente muito mais religiosas do que se pensa. Basta observar  como continuam batizando seus filhos, enterrando seus mortos ou inclusive celebrando seus casamentos.
Não é fácil saber o por quê. Mas o fato está aí. A força do costume é grande. Os convencionalismos sociais impõem-se. E, por outro lado, busca-se de alguma forma estar de bem com Deus e contar com sua proteção divina.
Mas, de fato, essas celebrações não são, muitas vezes, um encontro sincero com Deus. Muitos batizados, casamentos e primeiras comunhões ficam reduzidos a uma reunião de caráter social, ou ato imposto pelos costumes, ou um rito que se faz sem entender muito bem o que significa, e sem que, evidentemente, implique algum compromisso  para a vida. O que realmente importa é o vestido da menina, a foto dos noivos, as flores no altar ou o vídeo da cerimônia. Que tudo saia “bonito e emocionante”.
Seria necessário repetir, no meio dessas celebrações, as palavras de Isaías citadas por jesus :” Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. O culto que me prestam está vazio.”
Nessas celebrações há cantos e músicas, cumpre-se os ritos, observam-se as normas das cerimônias, mas, quando se honra a Deus com os lábios, onde está o coração?
O culto agrada a deus quando se produz um verdadeiro encontro com Ele, quando se experimenta com alegria e prazer seu amor salvador e quando se ouve o seu chamado a viver uma vida mais fiel ao evangelho de Jesus e ao seu projeto do reino de Deus. Sem esse encontro sincero com Ele, tudo fica reduzido a um culto vazio, no qual estão aferrados a tradições de homens, deixando de lado Jesus.

Emília Briand



Colaboradores da verdade

Colaboradores da verdade

Temos que ser colaboradores da verdade. O papel do agente de evangelização é despertar o desejo de Deus nas pessoas,
mostrando, com seu jeito de viver e também explicitando com 
a Palavra, o caminho para o encontro com Deus.
A grande verdade é que o homem é o caminho da Igreja, e tendo consciência disso, o nosso papa Francisco nos alerta: “A Igreja, à qual Cristo confiou a sua Palavra e os seus Sacramentos, protege a maior esperança, a mais autêntica possibilidade de realização para o homem, em qualquer tempo. Não seguremos para nós este tesouro precioso do qual todos, conscientemente ou não, estão à procura. Vamos com coragem ao encontro dos homens e mulheres do nosso tempo, das crianças e dos idosos, dos jovens e das famílias! Imitemos o nosso divino Mestre, que deixou o seu céu para fazer-se homem e estar próximo de cada um.”
Sabemos que tudo muda se Deus está ou não 
presente. “Sem Deus, o homem não sabe para onde ir e não consegue sequer compreender quem seja” (CV,78). 

Quem não conhece Deus, mesmo podendo ter muitas esperanças, no fundo está sem esperança, sem a grande esperança que sustenta toda a vida (cf. Ef 2,12). A verdadeira e 
grande esperança do homem, que resiste apesar de todas as desilusões, só pode ser Deus – o Deus que nos amou, e ama ainda agora « até ao fim », « até à plena consumação. »
Receber a Boa Nova do Evangelho é um direito de cada pessoa e anunciá-lo de modo que todos possam recebê-lo é missão intrínseca da Igreja, pois todos têm necessidade do Evangelho.

Que grande responsabilidade temos! Reflitamos sobre isso!

Emília Briand

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A nova Evangelização

A nova Evangelização

Atualmente nos deparamos com certas mudanças que nos surpreendem.Usando de uma liberdade sem parâmetros, o homem vai eliminando as raízes religiosas que estão no fundo do seu ser. Ele vai esquecendo-se de Deus.
Vivemos num mundo secularizado, num estilo de vida sem Deus que impõe modelos e critérios consumistas, cujos resultados são: a droga, o fracasso familiar, a erotização da vida, a prática generalizada da corrupção, a banalização da vida do feto e do idoso.
E é num mundo marcado por uma "desertificação" espiritual, que
surge o tema “nova evangelização”. O termo entrou nos
ensinamentos da Igreja através da encíclica Redemptoris missio do Papa João Paulo II.
O Santo Papa João Paulo II definiu a nova evangelização como o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo entre aqueles batizados, que perderam “o sentido vivo da fé ou, simplesmente não se consideravam mais como membros da Igreja, levando uma vida afastada de Cristo e seu Evangelho” .

A Nova Evangelização também ganhou destaque no Magistério de Bento XVI. Ele nos chamou atenção para crescente globalização de mentalidade, e para uma difundida mentalidade niilista, em que tudo é relativo.”  

Para Bento XVI, a “Nova Evangelização” é o reconhecimento de que todos têm necessidade do Evangelho. Todos têm o direito de receber o Evangelho. O Evangelho destina-se a todos e não apenas a um círculo determinado. Portanto, somos obrigados a procurar novos caminhos para levar o Evangelho a todos.

E hoje ,o Papa Francisco dá continuidade a essa preocupação de seus antecessores com a nova evangelização. Ele diz: ”É esta a tarefa da Igreja, é esta a tarefa de cada cristão: servir o homem indo buscá-lo nos labirintos sociais e espirituais mais escondidos.

E ele nos convida a irmos ao encontro de todos, sem esperar que sejam os outros a nos procurar! Não somente nas igrejas e nas paróquias, mas em cada ambiente, devemos levar o perfume do amor de Cristo (cfr 2 Cor 2, 15). Nas escolas, nas universidades, nos locais de trabalho, nos hospitais, nos presídios; mas também nas ruas, nas estradas, nos centros esportivos e nos locais onde as pessoas se encontram. Não sejamos mesquinhos em doar aquilo que nós mesmos recebemos sem mérito algum! Não devemos ter medo de anunciar Cristo nas ocasiões oportunas bem como naquelas inoportunas (cfr 2 Tm 4, 2), com respeito e com franqueza.


Emília Briand

"Efatá!"

"Efatá!"
“Jesus faz bem todas as coisas. Faz os surdos ouvir e os mudos falar”. Isso nos lembra o projeto de Deus na criação, apresentado no livro do Gênesis: “E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo era muito bom” (1,31).
Deus, ao criar ao ser humano, o fez à sua imagem, capaz de viver em relação, em comunhão (cf. GS12). No entanto, vivemos num mundo de relações arruinadas, de poder, relações frágeis e destrutivas. Por isso é necessário deixar Jesus entrar verdadeiramente em nossa vida e realizar a cura que Ele está querendo fazer. Deixar entrar a vida nova que Ele nos oferece.
O ser humano necessita que lhe abram os ouvidos para escutar a Palavra e que liberem sua língua para anunciá-la.
Temos ainda muitas pessoas que seguem Jesus sem saber quem realmente é Ele. Quantas pessoas preconceituosas, fechadas, que se dizem evangelizadores em nossos dias. Pessoas cheias de pequenas “verdades” e que não se deixam abrir a um diálogo fecundo.
Jesus está ai para a liberdade. Jesus quer nos curar de toda surdez e de todo tipo de doença física e espiritual. Ele pode abrir tudo o que nos cause isolamento. Abrir nosso interior ao mundo e aos outros. Abrir nossa inteligência para perceber a verdade.
"Efatá!" que quer dizer: "Abra-se!".
E como podemos levar isso pra nossa vida!
Quantos de nós ainda têm o coração fechado, os olhos, a mente, os ouvidos?
Hoje, Cristo vem humildemente nos fazer um convite ABRA-SE”.
Ele quer que nos abramos para o Amor e para o perdão. Ele quer que Abramos nosso coração para que Ele possa entrar e fazer as maravilhas que somente Ele é capaz.
Vamos deixar Jesus entrar em nossas vidas e fazer o milagre acontecer nelas!
Emília Briand




sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Direitos e funções da mulher (22) construindo a família

Direitos e funções da mulher (22)

“Deus manifesta ainda na forma mais elevada possível a dignidade da mulher, ao assumir ele mesmo a carne humana da Virgem Maria, que a Igreja honra como Mãe de Deus, chamando-a nova Eva e propondo-a como modelo da mulher redimida.”
« Ao chegar a plenitude dos tempos, enviou Deus o seu Filho, nascido duma mulher ».  O Filho, Verbo consubstancial ao Pai, nasce como homem de uma mulher, quando chega a « plenitude dos tempos ».
 Precisamente essa « mulher » está presente no evento salvífico central, que decide da « plenitude dos tempos »: esse evento realiza-se nela e por seu meio.
 Assim a « plenitude dos tempos » manifesta a extraordinária dignidade da « mulher ».
Deste ponto de vista, a « mulher » é a representante e o arquétipo de todo o gênero humano: representa a humanidade que pertence a todos os seres humanos, quer homens quer mulheres.
Por outro lado, porém, o evento de Nazaré põe em relevo uma forma de união com o Deus vivo que pode pertencer somente à « mulher », Maria: a união entre mãe e filho. A Virgem de Nazaré torna-se, de fato, a Mãe de Deus.
Assim, considerando a realidade mulher-Mãe de Deus, determina também o horizonte essencial da reflexão sobre a dignidade e sobre a vocação da mulher.  Maria — a mulher da Bíblia — é a expressão mais acabada desta dignidade e desta vocação. 
A mulher recebeu do cristianismo toda a sua dignidade. O cristianismo protege a mulher. Na mulher a religião cristã parece ser mais pura, mais doce e radiante. Vimos começar a salvação por uma mulher anunciada desde a origem e em todas as narrativas dos evangelhos as mulheres aparecem num papel notável.
Cristo constituiu-se promotor da verdadeira dignidade da mulher. Diversas mulheres aparecem no itinerário da missão de Jesus de Nazaré.
Folheando as páginas do Evangelho, passa diante de nossos olhos um grande número de mulheres, de idade e condições diversas. Cada uma delas foi curada. Às vezes as mulheres, que Jesus encontrava e que dele recebiam tantas graças, o acompanhavam e elas « os assistiam com os seus bens ».Às vezes, figuras de mulheres aparecem nas parábolas, com que Jesus de Nazaré ilustrava aos seus ouvintes a verdade sobre o Reino de Deus.
Em todo o ensinamento de Jesus, como também no seu comportamento, não se encontra nada que denote a discriminação, própria do seu tempo, da mulher. Ao contrário, as suas palavras e as suas obras exprimem sempre o respeito e a honra devidos à mulher.
Este modo de falar às mulheres e sobre elas, assim como o modo de tratá-las, constitui uma clara « novidade » em relação aos costumes dominantes do tempo.
Por isso Jesus dirá no Sermão da montanha: « todo aquele que olhar para uma mulher com mau desejo, já com ela cometeu adultério no seu coração » (Mt 5, 28). Estas palavras, dirigidas diretamente ao homem, mostram a verdade fundamental da sua responsabilidade em relação à mulher: pela sua dignidade, pela sua maternidade, pela sua vocação. Mas, indiretamente, elas se referem também à mulher. Cristo fazia tudo o que estava ao seu alcance para que — no âmbito dos costumes e das relações sociais daquele tempo — as mulheres reconhecessem no seu ensinamento e no seu agir a subjetividade e dignidade que lhes são próprias. Tendo por base a eterna « unidade dos dois », esta dignidade depende diretamente da própria mulher, como sujeito responsável por si, e é ao mesmo tempo « dada como responsabilidade » ao homem.
Por isso, cada homem deve olhar para dentro de si e ver se aquela que lhe é confiada como irmã na mesma humanidade, como esposa, não se tenha tornado objeto de adultério no seu coração; não se tenha tornado objeto de prazer, de exploração.
Cristo fala com as mulheres sobre as coisas de Deus, e elas compreendem-nas: uma autêntica ressonância da mente e do coração, uma resposta de fé. 
 No momento da prova definitiva e determinante para toda a missão messiânica de Jesus de Nazaré, aos pés da Cruz se encontram, primeiras entre todos, as mulheres. Dos apóstolos, somente João permaneceu fiel. As mulheres, ao invés, são muitas. Estavam presentes não só a Mãe de Cristo e a « irmã de sua mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena » (Jo 19, 25), mas « muitas mulheres que observavam de longe.
Desde o início da missão de Cristo, a mulher demonstra para com Ele e seu mistério uma sensibilidade especial que corresponde a uma característica da sua feminilidade. As mulheres são as primeiras junto à sepultura. São as primeiras a encontrá-la vazia. São as primeiras a ouvir: « não está aqui, porque ressuscitou, como tinha dito » (Mt 28, 6). São as primeiras a abraçar-lhe os pés (cf. Mt 28, 9). São também as primeiras a serem chamadas a anunciar esta verdade aos apóstolos (cf. Mt 28, 1-10; Lc24, 8-11).
 A força moral da mulher, a sua força espiritual une-se à consciência de que Deus lhe confia de uma maneira especial o bomem, o ser humano.
 Inspirando-se nesta consciência e neste ato de confiança, a força moral da mulher exprime-se em numerosíssimas figuras femininas do Antigo Testamento, do tempo de Cristo, das épocas sucessivas, até aos nossos dias.
A mulher é forte pela consciência dessa missão, forte pelo fato de que Deus « lhe confia o homem », sempre e em todos os casos.
 Deste modo, a « mulher perfeita » (cf. Prov 31, 10) torna-se um amparo insubstituível e uma fonte de força espiritual para os outros, que percebem as grandes energias do seu espírito. A estas « mulheres perfeitas » muito devem as suas famílias e, por vezes, inteiras Nações.
A Igreja, portanto, rende graças por todas e cada uma das mulheres: pelas mães, pelas irmãs, pelas esposas; pelas mulheres consagradas a Deus na virgindade; pelas mulheres que se dedicam a tantos e tantos seres humanos, que esperam o amor gratuito de outra pessoa; pelas mulheres que cuidam do ser humano na família, que é o sinal fundamental da sociedade humana; pelas mulheres que trabalham profissionalmente, mulheres que, às vezes, carregam uma grande responsabilidade social; pelas mulheres « perfeitas » e pelas mulheres « fracas » — por todas: tal como saíram do coração de Deus, com toda a beleza e riqueza da sua feminilidade;
A Igreja agradece todos os frutos de santidade feminina.
Meditando o mistério bíblico da « mulher », a Igreja reza, a fim de que todas as mulheres encontrem neste mistério a si mesmas  a sua « suprema vocação ».
Mãos a obras mulheres cristãs! Formem gerações novas e preparem uma sociedade religiosa sobre as ruínas de um mundo sético. Mãos a obras mães! Pois são as mulheres que formam os costumes. A mãe de família não é uma mulher como as outras. Possuem uma grande dignidade. Ela é a rainha, mestra, senhora e educadora do lar. É tudo. Elas podem fazer de seus filhos bons cristãos. Elas formam o caráter da sua prole. O melhoramento do gênero humano está nas mãos dessas mulheres.
A missão da mulher é grande e sublime. Só as mulheres podem receber uma nova vida dentro de si. O corpo da mulher “fala” a linguagem da receptividade e relacionamento. As mulheres ou sendo mães biológicas ou espirituais nutrem a vida emocional, espiritual, moral e cultural de toda a humanidade.
Toda mulher é chamada a ser fecunda e a ter frutos abundantes. Toda mulher é chamada a ser portadora de Cristo, assim como Maria foi.
A transformação da sociedade e da cultura em uma civilização do amor e da vida começa na mulher, pois é na mulher que se revela o mistério da vida.

Fontes: FAMILIARIS CONSORTIO e MULIERIS DIGNITATEM.
Emília Briand









segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Uma voz que clama no deserto

Uma voz que clama no deserto

João Batista era grande aos olhos do Senhor, não tendo havido maior profeta do que ele (Lucas 7:28). O seu trajar lembrava o profeta Elias que se vestia também assim. João nos anunciava que o Enviado de Deus estava chegando, por isso eram necessárias certas mudanças para acolhê-Lo. A mensagem que João Batista proclamava ao povo era: "Arrependam-se pois o Reino dos céus está próximo". O motivo da conversão é a vinda do Senhor. O precursor de Jesus nos avisava da vinda do Senhor. Ele era a voz que clamava no deserto e nos conclamava  para um arrependimento sincero e para uma mudança de vida profunda.

“Preparai o caminho do Senhor”: este clamor de João Batista não perdeu sua atualidade. Deus sempre está vindo a nós. Podemos nos encontrar com Ele todos os dias, hoje e sempre. Mas primeiro devemos encontrar conosco mesmos com mais profundidade e mais sinceridade.

Jesus já veio e nos mostrou o evangelho Dele, nos ensinou como poderíamos nos salvar, nos convidou para uma vida nova, nos trouxe a nossa salvação. Agora só cabe a nós, acolhe-Lo em nossos corações, mudar de vida e segui-Lo.

Está é a primeira coisa que devemos fazer hoje e todos os dias de nossa vida: Converter-nos a Deus, voltar–nos para Jesus.

Deus está sempre nos esperando. Nunca desiste de nós. Em seu plano divino sempre nos amou e nos quis para Si. Não foi a toa que Ele enviou seu Filho único para nos salvar. A nossa parte para que o milagre aconteça na nossa vida, é apenas abrir a porta do nosso coração para deixar Jesus entrar e nos resgatar para os braços do Pai. E depois de convertidos, com uma vida nova, uma mentalidade nova pautada  na palavra de Cristo, devemos nós também ser como João Batista: “uma voz que clama no deserto”. Mesmo que o mundo pareça perdido e que não sintamos a presença de Deus no coração das pessoas, devemos clamar para que eles se convertam e se tornem pessoas novas, seguidores de Cristo.

Reflita – Você tem dado atenção à voz que clama no seu coração chamando-o (a) à conversão?

Emília Briand


domingo, 17 de agosto de 2014

Encontrar o tesouro oculto

Encontrar o tesouro oculto

O Reino dos Céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo. O Reino dos Céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui, e a compra.( Mt 13,44-46)

A comparação com o tesouro nos mostra o valor que o Reino de Deus deve ter nas nossas vidas. Encontrar com Deus é descobrir o mais belo tesouro. Achá-lo é encontrar o que nós todos buscamos a vida inteira. É o encontro essencial da nossa existência. Quando descobrimos o Reino de Deus, tudo o mais se torna secundário.
Quem ainda não teve um encontro com Deus deve procura-Lo primeiro dentro de si. O encontro com Deus é sempre um encontro verdadeiro e especial conosco mesmo, com a verdade escondida dentro do nosso “eu” mais profundo, plantada por Deus desde de toda eternidade.
E Deus nos diz:
“Antes de te formar no ventre de tua mãe, Eu te conheci; antes de vires à luz, Eu te consagrei.2 Não foste tu que Me escolheste. Mas Eu que te escolhi. Tu és Meu amigo, Eu te escolhi. Desde os confins  do mundo Eu te tomei e te chamei dos extremos da terra. Eu te escolhi e jamais te rejeitei. Não tenhas medo, pois Eu estou contigo. Eu sou o teu Deus. Eu te fortaleço, Eu te ajudo e te sustento com Minha mão e te digo: não tenhas medo, Eu mesmo te ajudarei.”
Deus escolheu-nos, chamou-nos à vida. E tem um projeto maravilhoso para cada um de nós. ”Predestinou-nos para sermos à imagem do Seu Filho”
Quando temos a experiência com Deus nós sentimos que a nossa natureza humana vai dando lugar a um modo de ser divino e logo percebemos que este tesouro é maior do que tudo que temos fora de nós mesmos e a que nos apegamos no decorrer da nossa vida.
Para conseguirmos nos apossar desse tesouro precisamos nos despojar dos bens e valores que nos predem e escravizam. Precisamos largar as bijuterias do mundo para tomar posse do tesouro de Deus.
Esse é um processo de conversão que dura toda a nossa vida.
Temos todos necessidade de Deus. Sua voz sussurra em nossos corações. Sua descoberta vai redimensionar toda a nossa vida.
E você? Já encontrou o seu tesouro?

Emília Briand






Quem é Jesus para você?( texto diverso ou em poucas palavras???)

Quem é Jesus para você?

Esta pergunta é dirigida hoje a você! Esta pergunta é atual. É o próprio Jesus que a faz hoje a você! Pense que resposta você teria para o Senhor se Ele aparecesse hoje e lhe perguntasse: “...Mas vós, quem dizeis que eu sou?”.
É uma questão fundamental que devemos sempre tentar responder quando nos confessamos cristãos. Esta é, com certeza a pergunta mais importante que podemos fazer a nós mesmos hoje. A nossa resposta fará a diferença em nossas vidas.
Esta pergunta não é mais sobre Jesus somente, mas sobre nós mesmos. Responder a esta pergunta nos faz entrar numa profunda análise interior de nossa vida!
Quem eu sou? Em que eu creio? E a partir de quem eu oriento a minha vida? Como vivo? O que eu aspiro? Como vivo a minha fé?
Por isso a pergunta de Jesus é também um apelo a nossa vida de cristão!

Quem é Jesus pra nós? Ele é verdadeiramente o filho de Deus vivo que veio para nos salvar? Ele é o nosso Messias?...Se a resposta que nos damos é sim, como podemos saber disso dentro de nosso coração e continuar vivendo da mesma maneira? Esta resposta nos desinstala, nos tira da comodidade de uma vida artificial e material e nos leva para a profundidade do nosso eu mais profundo.

Não é nada fácil tentar responder com sinceridade a esta pergunta de Jesus. Ele é assim mesmo, sempre desconcerta quem se aproxima Dele. Se O encontramos e O identificamos, jamais seremos os mesmos.

Podemos responder a essa pergunta fazendo um balanço de toda nossa vida. Podemos responder a esta pergunta olhando a nossa maneira de viver. Quais são as nossas opções de vida? Como é a forma de ler os acontecimentos da nossa vida e da nossa história?

Não basta reconhecer Jesus como Deus e Senhor e nem ser um admirador Dele, é preciso ir mais além. O conhecimento doutrinal sobre a pessoa de Jesus não é suficiente. A oração, a leitura do Evangelho, a vida sacramental, e a Igreja são as fontes que nos levam a conhecê-Lo e "vivê-Lo". Precisamos de um encontro pessoal, precisamos experimentá-Lo .

Jesus está vivo!   Jesus não nos pede apenas nossa opinião sobre quem Ele é, mas nos interpela sobre a nossa atitude diante Dele. E essa atitude não pode transparecer só nas palavras mas no modo que O seguimos.
Jesus continua vivo. Ele sempre é diferente do que pensávamos. Ele é muito mais. Ele sempre abre novas brechas em nossas vidas. Sempre rompe com nossos esquemas e nos mostra uma vida nova. Quanto mais O conhecemos sempre descobrimos que temos mais para conhecer sobre Ele. Quanto mais O conhecemos mais nós conhecemos também a nós mesmos. Ele é um poço de água viva inesgotável que poderá matar toda a nossa sede. Ele nos liberta de toda a escravidão que possamos estar vivendo no momento atual.

Vamos O conhecendo a medida que vamos nos entregando a Ele. Devemos pedir sem cessar para estarmos mais perto Dele a cada dia, para criarmos mais intimidade com Ele.
Devemos rezar sem cessar assim:" Eu creio Senhor mas aumenta a minha fé!"



Emília Briand










Sua vida deve ser um evangelho vivo

Sua vida deve ser um evangelho vivo
“Não adianta ir à Igreja orar e fazer tudo errado.” Isso é uma grande verdade que devemos refletir. Tem um versículo bíblico que fala sobre isso:
“Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.” (Mt 7,21)

O impressionante é que ouvimos a Palavra de Deus, afirmamos ser cristãos e muitas vezes nossa conduta não é correta. Alguns insistem em julgar e condenar e se consideram melhores do que outros. O Evangelho mostra a importância da conversão e de trabalhar na vinha rumo ao caminho da justiça.
Converter é um processo de esvaziar-se de si mesmo, assumir a condição de servo, humilhar-se, ser obediente, assumir a cruz e, acima de tudo, fazer a vontade do Pai.
Essa é a história da conversão e do crer. Jesus nos convida a crer, converter e mudar de vida. Diante do olhar de Deus que nos vê sem máscaras, não existe nenhuma mentira ou desculpa que possamos apresentar.
Nesse caminho vão na frente não aqueles que fazem solenes profissões de fé, mas os que se abrem a Jesus dando passos concretos de conversão ao projeto do Pai.
Diante de Deus mais importante do que falar é fazer a Sua vontade. Hoje e sempre, a verdadeira vontade do Pai é feita por aqueles que traduzem com fatos o Evangelho de Jesus e aqueles que se abrem com confiança e simplicidade ao Seu perdão.
Jesus nos convida a uma conversão profunda e não a uma “mudança banal” em nossas atitudes. Jesus quer nos fazer homens e mulheres novos, coerentes, tementes a Deus, fazendo a vontade do Pai com atitudes concretas no dia a dia da nossa vida. Com o nosso exemplo de cristãos mostramos o verdadeiro evangelho e aqueles que vêm os sinais em nossa vida e nos nossos comportamentos poderão refletir a importância de viver uma vida em Deus.
"Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho
que as pessoas leiam." São Francisco de Assis

Emília Briand