sábado, 30 de agosto de 2014

A nova Evangelização

A nova Evangelização

Atualmente nos deparamos com certas mudanças que nos surpreendem.Usando de uma liberdade sem parâmetros, o homem vai eliminando as raízes religiosas que estão no fundo do seu ser. Ele vai esquecendo-se de Deus.
Vivemos num mundo secularizado, num estilo de vida sem Deus que impõe modelos e critérios consumistas, cujos resultados são: a droga, o fracasso familiar, a erotização da vida, a prática generalizada da corrupção, a banalização da vida do feto e do idoso.
E é num mundo marcado por uma "desertificação" espiritual, que
surge o tema “nova evangelização”. O termo entrou nos
ensinamentos da Igreja através da encíclica Redemptoris missio do Papa João Paulo II.
O Santo Papa João Paulo II definiu a nova evangelização como o anúncio da Boa Nova de Jesus Cristo entre aqueles batizados, que perderam “o sentido vivo da fé ou, simplesmente não se consideravam mais como membros da Igreja, levando uma vida afastada de Cristo e seu Evangelho” .

A Nova Evangelização também ganhou destaque no Magistério de Bento XVI. Ele nos chamou atenção para crescente globalização de mentalidade, e para uma difundida mentalidade niilista, em que tudo é relativo.”  

Para Bento XVI, a “Nova Evangelização” é o reconhecimento de que todos têm necessidade do Evangelho. Todos têm o direito de receber o Evangelho. O Evangelho destina-se a todos e não apenas a um círculo determinado. Portanto, somos obrigados a procurar novos caminhos para levar o Evangelho a todos.

E hoje ,o Papa Francisco dá continuidade a essa preocupação de seus antecessores com a nova evangelização. Ele diz: ”É esta a tarefa da Igreja, é esta a tarefa de cada cristão: servir o homem indo buscá-lo nos labirintos sociais e espirituais mais escondidos.

E ele nos convida a irmos ao encontro de todos, sem esperar que sejam os outros a nos procurar! Não somente nas igrejas e nas paróquias, mas em cada ambiente, devemos levar o perfume do amor de Cristo (cfr 2 Cor 2, 15). Nas escolas, nas universidades, nos locais de trabalho, nos hospitais, nos presídios; mas também nas ruas, nas estradas, nos centros esportivos e nos locais onde as pessoas se encontram. Não sejamos mesquinhos em doar aquilo que nós mesmos recebemos sem mérito algum! Não devemos ter medo de anunciar Cristo nas ocasiões oportunas bem como naquelas inoportunas (cfr 2 Tm 4, 2), com respeito e com franqueza.


Emília Briand

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